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Política

Após apresentar renúncia, Santiago Peña é destituído e tem detenção ordenada no Paraguai

Crise envolvendo o Ueno Bank provoca queda do presidente paraguaio. Ministério Público investiga suspeitas de irregularidades financeiras e determina sua detenção.

Após apresentar renúncia, Santiago Peña é destituído e tem detenção ordenada no Paraguai
Gentileza
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A crise política no Paraguai teve novos desdobramentos nesta sexta-feira (6). O presidente Santiago Peña, que havia apresentado sua renúncia na quinta-feira (5), acabou destituído pelo Congresso após a tentativa de deixar o cargo não ser formalmente aceita.

Pouco depois da conclusão do julgamento político, o Ministério Público paraguaio ordenou sua detenção no âmbito das investigações relacionadas ao colapso do Ueno Bank.

A ordem foi emitida por promotores especializados em delitos econômicos e anticorrupção. Até a última atualização consultada, não havia confirmação de que Peña tivesse sido efetivamente preso.

Por que a renúncia não encerrou a crise?

Peña anunciou sua saída do governo afirmando que pretendia evitar maior instabilidade política e contribuir para a recuperação da confiança nas instituições paraguaias.

Entretanto, a sessão do Congresso convocada para analisar a renúncia ficou sem quórum, impedindo sua aceitação formal.

Com isso, o processo de julgamento político continuou no Senado.

Na tarde de sexta-feira, os parlamentares concluíram a análise das acusações relacionadas ao desempenho do governo durante a crise bancária e aprovaram a destituição do presidente.

O que investiga o Ministério Público?

As investigações estão relacionadas à atuação do Ueno Bank, instituição financeira que entrou em processo de resolução após problemas identificados pelas autoridades reguladoras.

Segundo o jornal paraguaio ABC Color, Peña é investigado na causa penal 92/2026, que apura suspeitas de lesão de confiança e outros possíveis delitos.

Entre os questionamentos apresentados estão a destinação de recursos públicos ao banco, a fiscalização das operações financeiras e as relações anteriores de Peña com empresas ligadas ao grupo Ueno.

O ex-presidente declarou anteriormente ter mantido participação acionária no grupo, posteriormente vendida.

Essas circunstâncias passaram a integrar os questionamentos sobre possíveis conflitos de interesses.

Prisão foi ordenada, mas cumprimento ainda precisa ser confirmado

A determinação de detenção foi divulgada pelo ABC Color na noite desta sexta-feira.

A ordem envolve a equipe de promotores formada por Elena Fiore, Christian Benítez, Silvia González Véster e Ruth Karina Benítez.

A decisão representa um avanço na investigação criminal, mas não equivale a uma condenação.

Também é necessário distinguir a emissão da ordem de detenção de seu efetivo cumprimento pelas autoridades policiais.

O que acontece agora?

A saída de Peña do poder encerra uma etapa da crise institucional, mas não resolve os questionamentos sobre o Ueno Bank.

As autoridades paraguaias continuam investigando a atuação de antigos dirigentes bancários e a eventual responsabilidade de agentes públicos.

O caso também levanta preocupações sobre os recursos depositados por instituições estatais e os mecanismos de fiscalização do sistema financeiro.

Enquanto o país acompanha os próximos passos da Justiça, o episódio se transforma em um dos acontecimentos políticos mais relevantes do Paraguai nos últimos anos.

A Redação

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