Vorcaro nega fraudes em operações do Master com o BRB e pede arquivamento de investigação
Em depoimento à PF, ex-banqueiro solicitou liberdade e perícia; investigadores apontam perdas de R$ 2,7 bilhões, contestadas pela defesa.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro negou ter cometido fraudes bancárias relacionadas à tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB) e pediu o arquivamento da investigação em depoimento à Polícia Federal, realizado em 15 de outubro. Segundo informações publicadas pela Agência Brasil em 29 de outubro, ele também solicitou sua libertação e um “voto de confiança” à delegada Janaína Palazzo.
A oitiva ocorreu antes da conclusão dos indiciamentos de Vorcaro e outros 14 investigados, em 28 de outubro, no inquérito da primeira fase da Operação Compliance Zero. A PF atribuiu aos investigados os crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O indiciamento é uma conclusão da investigação policial, não uma condenação judicial.
Durante o depoimento, que durou cerca de duas horas, Vorcaro sustentou que não havia provas de fraude nem de prejuízo e defendeu a realização de uma perícia para examinar os ativos envolvidos. Ele afirmou ter agido de boa-fé para solucionar um problema na troca de ativos da Tirreno. Segundo a PF, a empresa era de fachada e foi utilizada para transferir créditos fictícios ao BRB.
Google AdSense — aguardando ativação
Preso desde março de 2026 e custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal, o ex-banqueiro pediu para aguardar em casa o andamento da apuração. Os pedidos de liberdade, perícia e arquivamento foram apresentados por ele no depoimento; o relato não informa decisão que os tenha acolhido.
No relatório de indiciamento, a Polícia Federal atribuiu a Vorcaro atuação pessoal e de comando nas operações com carteiras de crédito consideradas irregulares. Para os investigadores, ele ocupava o centro das decisões como controlador do Banco Master e era o principal beneficiário econômico das transações voltadas à obtenção de liquidez para a instituição.
A PF afirma ter identificado aproximadamente R$ 2,7 bilhões em perdas formalizadas e reconhecidas, parte delas relacionada a carteiras de créditos inexistentes em nome da Tirreno. Segundo os investigadores, o montante não corresponde apenas a uma projeção de risco.
Google AdSense — aguardando ativação
A defesa contesta essa conclusão. Em manifestação de 28 de outubro, os advogados afirmaram que as operações com a Tirreno não provocaram prejuízo ao banco público e criticaram o andamento da investigação. Segundo eles, a negociação das carteiras não foi concluída, os créditos foram substituídos por outros ativos e as transações entre Master e BRB produziram resultados positivos para o Banco de Brasília. A defesa também sustentou que nenhuma perícia oficial havia apurado prejuízo.
Sobre quem assina
Redação Monumental News
Conheça o perfil e os textos deste autor.
Ver currículo e matérias →Fontes e transparência
Apoio de IA quando utilizado na produção. Conheça a política editorial · Solicitar correção