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Finanças e negócios

Petrobras eleva querosene de aviação em 7,2%; alta é de R$ 0,45 por litro

Reajuste para distribuidoras entrou em vigor em 1º de novembro; estatal atribui aumento à cotação internacional do combustível.

Petrobras eleva querosene de aviação em 7,2%; alta é de R$ 0,45 por litro
Rio Branco - 15/10/2026 - Foto feita em 14/09/2026 - O preço do querosene de aviação (QAV) acumula alta de 74% desde o início de março, pressionado pelas tensões no Oriente Médio. Em outubro, a Petrobras reajustou o combustível em 11,76%, elevando o preço médio para R$ 6,24 por litro. O aumento pressiona os custos das companhias aéreas, com reflexos nas passagens, no turismo e no bolso da população. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A Petrobras aumentou em 7,2%, em média, o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. O reajuste entrou em vigor no domingo, 1º de novembro de 2026, e representa acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior, conforme anúncio da companhia.

É o segundo mês consecutivo de alta informado no texto de referência. Em outubro, o combustível usado em aviões e helicópteros havia registrado aumento médio de 11,76%.

Segundo a Petrobras, o reajuste de novembro reflete a valorização do combustível no mercado internacional. A empresa relaciona esse movimento ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em razão da guerra entre os dois países.

A estatal afirma que os aumentos acumulados no Brasil desde o início do conflito no Oriente Médio são inferiores aos registrados no exterior. De acordo com a companhia, enquanto os preços internacionais podem mudar diariamente, os reajustes praticados por ela são mensais e seguem uma fórmula prevista em contrato, que reduz o efeito das oscilações de curto prazo.

O combustível tem peso crescente nas despesas do setor aéreo. Segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, a parcela do QAV nos custos operacionais das companhias brasileiras passou de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio.

A Petrobras responde por cerca de 85% da produção nacional de querosene de aviação. O mercado, porém, permite a atuação de outras empresas na produção e na importação do combustível, sem restrições à concorrência, conforme as informações divulgadas.

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