Nuvem de gelo em Marte pode formar cauda de mais de 1.500 quilômetros
Imagem de 2018 destacada pela NASA mostra fenômeno próximo ao vulcão Arsia Mons; formação ocorre nas manhãs de primavera e verão marcianos.

Uma nuvem formada por gelo de água nas proximidades do vulcão Arsia Mons, em Marte, pode desenvolver uma cauda que ultrapassa 1.500 quilômetros de extensão. O fenômeno é o destaque da edição de 2 de novembro de 2026 do Astronomy Picture of the Day (APOD), serviço de divulgação de astronomia da NASA e de instituições parceiras.
Conhecida como Arsia Mons Elongated Cloud (AMEC), a formação foi registrada pela primeira vez em 1977 pela sonda Viking Orbiter 2, da NASA. Posteriormente, a espaçonave Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), obteve imagens mais detalhadas. A fotografia apresentada nesta edição é de 2018, e não um registro atual.
Segundo a explicação do APOD, a nuvem aparece apenas durante a primavera e o verão marcianos, nas horas da manhã. Depois de se formar perto do vulcão, ela é levada pelo vento, que produz sua extensa cauda.
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A origem dos cristais de gelo ainda suscita dúvidas. O texto explica que o processo mais familiar de formação desses cristais ao redor de partículas de poeira não funcionaria nas condições encontradas em grandes altitudes da atmosfera marciana, devido à baixa densidade atmosférica e à escassez de poeira.
A principal hipótese apresentada pelo APOD é que a poeira não participe desse processo, mas o mecanismo não é tratado como esclarecido. De acordo com a publicação, os esforços para compreender a nuvem continuarão e poderão contribuir também para ampliar o conhecimento sobre a formação de nuvens na Terra.
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