Meteorito de 4,5 bilhões de anos encontrado na China revela cristais que remontam à origem do Sistema Solar
Descoberto em 2000, o meteorito Fukang pesava mais de uma tonelada e reúne cristais de olivina em uma estrutura metálica que preserva registros dos primeiros estágios da formação dos corpos celestes.

Uma descoberta realizada no noroeste da China trouxe à ciência um dos exemplares mais impressionantes de material extraterrestre já encontrados. Trata-se do meteorito Fukang, uma rocha espacial com idade estimada em aproximadamente 4,5 bilhões de anos, que preserva características da época em que o Sistema Solar estava se formando.
Localizado nas proximidades da cidade de Fukang, na região de Xinjiang, em 2000, o meteorito pesava originalmente 1.003 quilos, segundo o Meteoritical Bulletin Database, registro oficial mantido pela comunidade científica internacional.
Sua aparência chama a atenção pela combinação de cristais translúcidos, com tonalidades que variam do verde ao dourado, envolvidos por uma estrutura metálica composta principalmente por ferro e níquel.
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CRISTAIS QUE ATRAVESSARAM BILHÕES DE ANOS
O Fukang pertence à categoria dos palasitos, meteoritos rochosos-metálicos considerados raros entre os materiais extraterrestres recuperados na Terra.
Sua principal característica é a presença de cristais de olivina distribuídos em uma matriz metálica. Quando o meteorito é cortado em lâminas finas e iluminado por trás, esses cristais produzem um efeito visual semelhante ao de um vitral.
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Apesar de sua aparência comparável à de uma pedra preciosa, o interesse científico do material está principalmente nas informações preservadas em sua composição.
Esses minerais ajudam pesquisadores a estudar processos que ocorreram durante a formação e a evolução dos primeiros asteroides.
O QUE O METEORITO REVELA SOBRE O SISTEMA SOLAR
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Os palasitos são importantes para compreender a história dos corpos que se formaram ao redor do Sol há bilhões de anos.
Uma das hipóteses científicas para sua origem envolve a interação entre materiais metálicos e rochosos no interior de antigos asteroides.
Entretanto, a formação exata dos palasitos ainda é estudada. Pesquisas sobre o Fukang analisam a distribuição dos minerais, a estrutura do metal e os indícios de resfriamento para reconstruir os processos experimentados pelo corpo celeste de origem.
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Um estudo publicado em 2019 na revista científica Meteoritics & Planetary Science examinou características do Fukang e identificou detalhes relevantes para as teorias sobre a formação dos palasitos do grupo principal.
DA DESCOBERTA NA CHINA AO INTERESSE INTERNACIONAL
De acordo com o registro oficial da Meteoritical Society, um exemplar de aproximadamente 1.003 quilos foi recuperado nas proximidades de Fukang em 2000.
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Em fevereiro de 2005, parte do meteorito foi apresentada na Tucson Gem and Mineral Show, nos Estados Unidos, uma das principais feiras internaci
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Daniel Xavier
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