IA acelera busca por bens de devedores, mas não garante recuperação de dívidas
Registros dispersos, documentos complexos e restrições à penhora limitam o alcance da tecnologia na cobrança.
A inteligência artificial ajuda a cruzar informações e analisar documentos para localizar bens de devedores, mas identificar patrimônio não assegura o pagamento ao credor. A cobrança depende da confirmação da titularidade e da possibilidade legal de penhora.
Sem um cadastro único, imóveis, veículos e participações empresariais precisam ser pesquisados em bases distintas. O cenário envolve um volume expressivo de débitos: segundo a Serasa Experian, 9,3 milhões de empresas estavam inadimplentes em agosto de 2026, somando R$ 244,4 bilhões em dívidas negativadas.
Ferramentas digitais permitem localizar registros e mapear vínculos patrimoniais. Entretanto, Leonardo Botelho Schulka, responsável pela área jurídica e de investigação da LEME Inteligência Forense, alerta que documentos antigos e imagens ruins podem gerar erros de leitura, exigindo conferência nos originais.
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Há também limites jurídicos. Em agosto de 2026, o Superior Tribunal de Justiça reafirmou que o valor elevado de uma residência, isoladamente, não elimina a proteção do bem de família.
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