Câncer de mama: mastologista de Minas alerta para diagnósticos em estágio avançado
Hospital Alberto Cavalcanti atendeu 10.947 mulheres com a doença nos últimos três anos; estimativa do Inca prevê mais de 8 mil novos casos anuais em Minas entre 2026 e 2028.

O diagnóstico tardio do câncer de mama preocupa o Serviço de Mastologia do Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Em publicação da Agência Minas de 28 de outubro de 2026, a coordenadora do serviço, Larissa Aquino, destacou a importância da detecção precoce: segundo a médica, as chances de cura ultrapassam 90% quando a doença é identificada e tratada nos estágios iniciais.
A publicação relata que estudos associados às estatísticas apresentadas apontam crescimento das mortes por câncer de mama entre mulheres com menos de 50 anos. Também informa que mais da metade dos diagnósticos, consideradas todas as faixas etárias, ocorreu nos estágios três e quatro, os mais avançados. O texto, porém, não identifica os estudos nem detalha o período ou a abrangência desse recorte.
No Hospital Alberto Cavalcanti, 10.947 mulheres com diagnóstico de câncer de mama foram atendidas nos últimos três anos, conforme dados da unidade divulgados pela Agência Minas. Quase mil foram internadas para tratamento. Entre as internações, cerca de um terço envolveu pacientes com menos de 50 anos.
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As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) citadas na publicação indicam mais de 8 mil novos casos por ano em Minas Gerais entre 2026 e 2028. Para o Brasil, a previsão supera 78 mil casos anuais no mesmo período.
Mamografia e diagnóstico precoce
Larissa Aquino ressalta que observar o próprio corpo não substitui os exames de rastreamento. Segundo a mastologista, o autoexame identifica lesões palpáveis, enquanto a mamografia permite detectar alterações em fases mais iniciais, antes que possam ser percebidas pelo toque. A médica reforça a importância das consultas regulares e do autocuidado.
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De acordo com a especialista, o câncer de mama permanece como o tipo mais frequente e a principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. A conscientização sobre a doença e o diagnóstico precoce estão entre os objetivos da campanha Outubro Rosa.
Tratamento e acolhimento
A analista administrativa Verônica Lage, de 35 anos, recebeu o diagnóstico no fim de janeiro de 2026 e passou a ser tratada no HAC. Mãe de uma criança de 8 anos, ela relatou que precisou interromper planos profissionais e pessoais para enfrentar a doença. Embora não tivesse histórico familiar de câncer de mama, Verônica e sua mãe apresentam uma mutação genética que aumenta a predisposição ao seu desenvolvimento, segundo a publicação.
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De acordo com o relato da paciente, o tumor media 9,8 centímetros no início do tratamento. Após 16 sessões de quimioterapia, havia diminuído para 1,5 centímetro. A previsão inicial de retirada completa da mama esquerda foi revista, e a cirurgia preservou a mama, com remoção apenas do mamilo. Verônica atribuiu à equipe do hospital um papel importante no enfrentamento dessa etapa, destacando o acolhimento recebido ao longo do atendimento.
Fatores de risco
Segundo Larissa Aquino, mais de 90% dos casos têm origem espontânea, relacionada ao acúmulo de alterações no DNA. Os demais têm componente hereditário, associado a genes transmitidos pelos pais que podem favorecer o desenvolvimento da doença.
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A mastologista explica que o risco aumenta com o envelhecimento e que hábitos saudáveis podem reduzir fatores associados ao câncer. Entre as medidas citadas estão a prática de atividade física, não fumar e não consumir álcool.
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