Miguel Daoud aponta equilíbrio fiscal como desafio para juros e crédito rural
Comentarista avalia que expansão da economia não basta para melhorar as contas públicas se as despesas também avançarem sem sustentação.

Origem da foto — Oleg Yunakov · Licença — Oleg Yunakov
O comentarista de Economia e Política Miguel Daoud defende que o controle das despesas públicas e a previsibilidade do orçamento são necessários para sustentar investimentos e políticas sociais. Em análise sobre os desafios econômicos de Lula, ele argumenta que o crescimento, isoladamente, não garante a redução do desequilíbrio fiscal.
Na avaliação de Daoud, a desconfiança sobre a dívida pública pode elevar os juros exigidos pelos investidores para financiar o governo. O estímulo ao consumo sem aumento correspondente da produção também pode pressionar a inflação e dificultar cortes de juros pelo Banco Central.
Para o agronegócio, o comentarista aponta possíveis efeitos sobre financiamento, diesel, fertilizantes e custos da safra. A valorização do dólar pode ampliar receitas de exportação, mas também encarecer insumos e obrigações em moeda americana.
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Daoud também considera que tensões internacionais e eventuais pressões sobre o petróleo podem agravar esse cenário. Essas avaliações representam riscos apontados pelo comentarista, não resultados já observados.
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