Flávio cumpre agenda em São Paulo e Fortaleza; Lula faz ato em Belo Horizonte e mantém disputa sobre sigilos
Segundo a Agência Brasil, candidatos à Presidência fizeram campanha nesta quarta-feira (21) e voltaram a tratar da proposta de abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico, ainda condicionada a medidas do adversário.

Origem da foto — Ricardo Stuckert/Presidência da República · Licença — Ricardo Stuckert/Presidência da República
Os candidatos à Presidência da República tiveram compromissos de campanha nesta quarta-feira (21) em São Paulo, Fortaleza e Belo Horizonte. De acordo com a Agência Brasil, Flávio Bolsonaro (PL) participou de evento em Guarulhos (SP) pela manhã, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e depois esteve em ato público em Fortaleza (CE), na Avenida do Contorno. Já Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou a agenda em Belo Horizonte.
Segundo a reportagem, Flávio informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que autoriza o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que Lula amplie o alcance do levantamento dos próprios sigilos. A manifestação, portanto, foi apresentada pela candidatura como uma autorização condicionada, e não como uma decisão da Justiça.
Em Belo Horizonte, Lula defendeu a ampliação do programa Pé-de-Meia para universitários e a tarifa zero no transporte público aos fins de semana. Ainda segundo a Agência Brasil, o candidato à reeleição reiterou a disposição de abrir seu sigilo bancário e o de sua família, desde que Flávio adotasse a mesma medida.
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Após Flávio afirmar que aceitaria a proposta com a condição de que a abertura de sigilos de Lula incluísse também dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, a coordenação da campanha petista afirmou que aceitaria os termos apresentados pelo candidato do PL. Conforme a Agência Brasil, o grupo marcou para esta quinta-feira (22), às 11h, no TSE, a entrega formal do compromisso à Justiça.
A cobertura registra ainda que, em Brasília, o grupo Cristãos pela Democracia realizou um ato de apoio a Lula com a participação de evangélicos, católicos e espíritas. No evento, o pastor e deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ) disse que o movimento surgiu da percepção de que a democracia está em risco e afirmou que a proposta é defender ensinamentos cristãos sem usar igrejas para atividades partidárias. Outros participantes, segundo a Agência Brasil, associaram a candidatura de Lula à defesa de saúde, moradia, educação e dignidade humana.
O cenário descrito pela instituição mostra que a campanha eleitoral seguiu combinando agendas públicas e embates sobre a proposta de abertura de sigilos, tema que continuava em discussão entre as candidaturas até a noite de quarta-feira (21).
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