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Política

Flávio Bolsonaro condiciona liberação de sigilos a novas divulgações de Lula no TSE

Manifestação enviada ao Tribunal Superior Eleitoral nesta quarta-feira (21) autoriza o acesso a sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva amplie o alcance da medida.

Flávio Bolsonaro condiciona liberação de sigilos a novas divulgações de Lula no TSE
Fotos de arquivo em montagem: Lula, Ricardo Stuckert/PR (CC BY 2.0); Flávio, Carlos Moura/Agência Senado (CC BY-SA 4.0). Via Wikimedia Commons. Recortes e montagem: Xavier, CC BY-SA 4.0.
Origem da foto — Ricardo Stuckert/Presidência da República · Licença — Ricardo Stuckert/Presidência da República · Origem da foto — Carlos Moura/Agência Senado · Licença — Carlos Moura/Agência Senado

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (21), que aceita a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos, mas impôs condições para isso. Segundo a manifestação encaminhada ao tribunal, a autorização vale desde que o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também amplie o alcance da divulgação de seus próprios dados.

De acordo com a Agência Brasil, Flávio quer que Lula inclua na divulgação informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, entre outras condições.

A manifestação foi apresentada um dia depois de Lula autorizar a divulgação de seus dados pessoais, também de forma condicionada à adoção da mesma medida por seu adversário. No documento citado pela Agência Brasil, Flávio classificou o pedido de Lula como uma "verdadeira aberração jurídica" e afirmou que o candidato à reeleição poderia divulgar seus extratos sem levar o caso ao TSE.

Ainda segundo a instituição, as petições dos dois candidatos foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, relator do caso. Até o momento mencionado no documento, tratava-se de manifestações apresentadas ao tribunal, e não de uma decisão judicial sobre a liberação dos sigilos.

Fontes e transparência

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