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Finanças e negócios

FGV estima alta de 0,5% da economia em agosto após dois meses de recuo

Monitor do PIB, divulgado pelo Ibre/FGV, aponta avanço de 1,8% em 12 meses e atribui a retomada à indústria extrativa e aos serviços

FGV estima alta de 0,5% da economia em agosto após dois meses de recuo
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil — 10/07/2026 - Brasília - dinheiro, moeda, real, reais, cédula, cédulas, nota, notas, moeda brasileira, dinheiro brasileiro, inflação, inflação alta, deflação, economia, economia brasileira, mercado, mercado financeiro, finanças, finanças pessoais, orçamento, orçamento doméstico, renda, renda familiar, salário, salário mínimo, remuneração, vencimento, pagamento, poder de compra,
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A economia brasileira voltou a crescer em agosto, depois de registrar queda nos dois meses anteriores. A estimativa é do Monitor do PIB, estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado na segunda-feira (19), que apontou expansão de 0,5% na comparação com julho e alta de 1,8% no acumulado de 12 meses.

Segundo a FGV, o resultado interrompe a sequência negativa observada em junho, quando houve recuo de 0,9%, e em julho, com baixa de 0,3%. Antes disso, o indicador havia mostrado altas de 0,6% em maio, 0,3% em abril, 0,1% em março, 0,5% em fevereiro e 0,6% em janeiro.

Na comparação com agosto de 2025, o levantamento indica avanço de 1,5%. Já no trimestre encerrado em agosto, a instituição calcula crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Monitor do PIB funciona como uma prévia da atividade econômica ao reunir informações de indústria, comércio, serviços e agropecuária. O indicador não substitui o dado oficial do Produto Interno Bruto, que é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a FGV, a reação de agosto foi puxada principalmente pela indústria extrativa e pelos serviços. O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, afirmou que, pela ótica da oferta, o desempenho refletiu o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão dos serviços.

Pelo lado da demanda, segundo Considera, contribuíram positivamente as exportações e o consumo do governo, mesmo com desaceleração no consumo das famílias. No trimestre até agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, com destaque para a contribuição dos produtos duráveis.

O pesquisador também avaliou que, mesmo em um cenário de inflação persistente e política monetária contracionista, com juros elevados, a economia tem mostrado capacidade de recuperação.

Em valores correntes, a FGV estima que o PIB acumulado até agosto somou R$ 9,020 trilhões.

O estudo da FGV se soma a outros indicadores e projeções citados pela própria instituição. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (16), apontou expansão de 0,3% entre julho e agosto e de 1,6% em 12 meses. Já o relatório Focus, publicado também na segunda-feira (19), sinaliza crescimento de 1,83% do PIB em 2026.

No mesmo conjunto de referências, o Boletim Macrofiscal do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, estima avanço de 2% neste ano, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou crescimento de 2,2% para o Brasil em 2026. Segundo o organismo, o país deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027.

O dado oficial mais recente do IBGE, divulgado no início de setembro, mostrou alta de 0,5% no segundo trimestre e expansão de 1,9% em 12 meses. A próxima divulgação do PIB oficial, referente ao terceiro trimestre, está prevista para 2 de dezembro.

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