Fenaj critica formato do debate da TV Band e cobra revisão das regras eleitorais
Em nota divulgada em 20 de outubro de 2026, a Federação Nacional dos Jornalistas afirmou que o debate entre candidatos à Presidência exibido pela TV Bandeirantes no domingo (18) priorizou provocações e ataques, em prejuízo da informação ao eleitor.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os sindicatos filiados manifestaram indignação com a condução e o formato do debate eleitoral promovido pela TV Bandeirantes na noite de domingo (18). Em nota publicada em 20 de outubro de 2026, a entidade afirmou que o encontro, que deveria servir ao confronto de ideias, à apresentação de propostas e ao esclarecimento dos eleitores, acabou marcado por provocações, bordões e ataques pessoais.
Segundo a Fenaj, esse ambiente comprometeu a qualidade da informação e o interesse público. No documento, a federação sustenta que o jornalismo não pode ficar subordinado à lógica do espetáculo, à busca de audiência a qualquer custo ou às estratégias de candidatos que, nas palavras da entidade, desprezam o diálogo democrático.
A nota também afirma que, quando perguntas deixam de ser respondidas, declarações falsas não são confrontadas e argumentos cedem espaço a encenações, a população é prejudicada. Para a Fenaj, liberdade de expressão não autoriza transformar um debate jornalístico em instrumento de manipulação, e pluralidade não significa dar às mentiras o mesmo tratamento reservado aos fatos.
Google AdSense — aguardando ativação
A entidade reconheceu a trajetória dos profissionais responsáveis pela mediação, mas questionou a responsabilidade editorial da emissora, a fragilidade das regras e a ausência de mecanismos capazes de assegurar a finalidade do debate. De acordo com a federação, não basta distribuir tempo igual entre os candidatos; é necessário garantir informações relevantes, fundamentadas e verificáveis.
No posicionamento, a Fenaj defende que o jornalismo mantenha o dever de perguntar, confrontar versões, contextualizar acontecimentos e cobrar respostas. Para a instituição, adotar neutralidade diante da desinformação não equivale à imparcialidade e pode contribuir para legitimar conteúdos enganosos.
A federação ainda avaliou que o debate deixou em segundo plano temas considerados centrais para o país, como saúde, educação, emprego, renda, desigualdade, segurança, soberania nacional, meio ambiente e direitos sociais. Segundo a nota, o futuro do país exige propostas concretas, e não encenações voltadas à produção de cortes para redes sociais.
Google AdSense — aguardando ativação
Como encaminhamento, a Fenaj defendeu que as emissoras revejam seus modelos de debates eleitorais. Entre os pontos citados pela entidade estão regras efetivas para assegurar respostas objetivas, intervenção editorial diante de informações comprovadamente falsas e responsabilização pelo descumprimento das normas.
No texto, a federação afirma que a proposta não busca restringir o contraditório nem tutelar o pensamento dos eleitores, mas garantir o direito constitucional à informação de qualidade e evitar que a desinformação comprometa a liberdade de escolha. A entidade também declarou que o país conhece as consequências da normalização da mentira, da violência verbal e dos ataques às instituições democráticas.
Ao final, a Fenaj reafirmou compromisso com a liberdade de imprensa, a ética profissional, o direito à informação e a defesa da democracia. Para a entidade, empresas de comunicação, jornalistas e organizações representativas precisam reafirmar os princípios éticos da profissão, porque a informação, segundo a nota, é um direito da sociedade e não deve ser subordinada a interesses comerciais ou à busca de audiência.
Sobre quem assina
Redação Monumental News
Conheça o perfil e os textos deste autor.
Ver currículo e matérias →Fontes e transparência
Apoio de IA quando utilizado na produção. Conheça a política editorial · Solicitar correção
